Há 1 ano
quarta-feira, agosto 27, 2014
domingo, agosto 24, 2014
After a while*
Após anos sem a ver, voltei à série Sex & the City e revi-a duma ponta à outra.
Como de costume, não me desiludiu, há sempre uma ou outra situação com que, facilmente, nos relacionamos, a amizade entre as quatro é exemplar, o sentido de humor é uma constante e, ainda que algum do vestuário seja extravagante, a maioria é intemporal.
A sexta temporada é a que me custa mais assistir, não por ser a última, mas por haver a constrangedora viagem a Paris: o vaguear pelas ruas pitorescas de Paris sempre com o semblante triste e carregado, os dias solitários numa cidade tão romântica, a luxúria e a abundância que nada podiam fazer quanto ao seu estado taciturno. Carrie estava lá, com o seu Russo, numa cidade de sonho, onde sempre quis ir, contudo, não conseguia estar feliz. Como consequência, não podia deixar de imaginar como seria estar lá com alguém que se preocupasse, alguém que a fizesse rir... Mr.Big. Obviamente que, quando este último aparece para a salvar, - qual príncipe encantado no seu cavalo branco - o meu coração chega ao ponto de fusão, afinal, apanhar um avião de New York para Paris, apenas para tentar resgatar um amor, não é para todos e estas atitudes enchem as medidas a qualquer romântica incurável que se preze, como eu. ;)
As pessoas fazem os locais. Não há cidade, por mais perfeita que seja, que nos faça feliz com a companhia errada. E até eu, que odeio pessoas que não as minhas, tenho que constatar os factos. :)
* you just want to be with the one who makes you laugh.
* you just want to be with the one who makes you laugh.
Limitless vs Lucy
A good movie about the brain (made by someone who uses, at least, 10% of his brain):
A movie about the brain (made by someone who doesn´t use it):
quinta-feira, agosto 07, 2014
terça-feira, julho 29, 2014
terça-feira, julho 22, 2014
segunda-feira, junho 23, 2014
The New York Post
Ora, acabo de ler no New York Post inúmeros comentários de brasileiros que no último jogo Portugal x USA torceram por quem? USA, claro está! Está? Nem por isso.
Senão vejamos: serei eu a única idiota que quando o Brasil joga torce por eles? Até podia ser mas, na verdade, olho à minha volta e, praticamente, todos os meus amigos, familiares ou conhecidos, não jogando Portugal, torcem pelo "País Irmão". Obviamente, podemos sempre acreditar que havia excepções brasileiras do nosso lado e, os que não estavam, torciam pela equipa mais fraca de modo a que fosse essa a enfrentar o Brasil (e não é que essa torcida até tem dado certo?...). No fundo, sabemos que não terá sido bem assim, é mais do mesmo, tal como "nuestros hermanos": uma vida a torcer por eles e eles sempre nas tintas para nós, pequenitos!
Enfim, depois de ler os tais comentários nesse jornal norte-americano constato que, realmente, os portugueses não aprendem. Acho que a única coisa que os portugueses sabem é escrever sem dar erros ortográficos...
quarta-feira, junho 18, 2014
quinta-feira, maio 15, 2014
Ser Benfiquista no Porto
Há, e haverá sempre, quem fique contente com as tuas desventuras, é (para algumas pessoas) humano.
Seja pela ricaça que perdeu tudo, seja pela beldade que ficou gorda e feia, seja pelo casamento perfeito dos vizinhos que desmoronou, há sempre alguém que vibra com a desgraça alheia. Vibram de tal modo que é como se tivesse acontecido algo de bom nas suas próprias vidas - o que, por norma, raramente acontece. O que o cérebro (?) dessas pessoas processa é o seguinte: "se eu não sou tão rica quanto aquela, tão bonita, nem tenho uma relação tão boa, ainda bem que ela perdeu tudo, ficou feia, separou-se" - é, a chamada, inveja.
Ontem, soube que moravam muitas pessoas assim no meu prédio e fiquei com pena.
Sortudos, nós, os de bem com a vida. ;)
terça-feira, abril 01, 2014
Além do mau feitio tenho outras qualidades
É típico das pessoas assumirem que têm mau feitio. É como perguntar por um defeito e responderem "teimosia". No fundo, todos gostam de ser teimosos com mau feitio, é quase como uma prova de que, mesmo assim, têm quem goste deles ou uma desculpa para estarem sozinhos.
Eu fazia parte deste grupo, se de repente me perguntassem um defeito diria teimosa e assumiria que tinha mau feitio.
Contudo, à medida que o tempo vai passando, vou me apercebendo que há, realmente, pessoas com mau feitio e eu não sou uma delas. Não tive irmãos nem irmãs, infelizmente, e, como tal, sempre gostei de ter amigos em casa. Em pequena ia sempre chamar as minhas vizinhas para brincarem comigo e fazia questão de as tratar especialmente bem, de as deixar ficar com a barbie que eu mais gostava, de preparar um lanche com tudo o que eu adorava, de dar a última bolacha de chocolate que ficava ali tão só no prato, de as convidar para jantar só para poder disfrutar um bocadinho mais da sua companhia, de ver um filme repetido com elas, e que até nem era dos meus favoritos, só porque ainda não o tinham visto. Também me enervava, claro, mas acho que sempre soube ser boa amiga, precisamente porque desde cedo tive consciência de que os meus melhores amigos poderiam ser os irmãos que nunca tive.
Já me zanguei várias vezes, seja com amigos, com a minha mãe, com a prima, com a tia, mas nunca mais que umas horas, não consigo e, aliás, odeio! Por muito que sinta que tenho razão prefiro dar o braço a torcer, fazer as pazes e depois explicar calmamente o meu lado, do que manter o orgulho e ficar zangada até me pedirem desculpa. "Cada minuto que passamos zangados, são 60 segundos de felicidade que perdemos" - penso muito nesta frase.
Porque mau feitio não é responder seco aos pais quando estamos num dia não, ou falar mais alto com o namorado/marido quando estamos sentidas com algo que fez, ou responder mais seco a uma amiga porque não concordamos com uma opinião. Isto não é ter mau feitio, isto é ter feitio. Ponto.
Mau feitio é achar que temos a razão sempre connosco pois só queremos ver o nosso lado, é responder torto porque aquele ou aquela estava a ter a ousadia de não concordar connosco, é ficarmos zangados com um amigo e deixarmos de lhe falar dias, semanas, meses até se tornarem anos, é sermos rancorosos e não sabermos perdoar, é, acima de tudo, não nos importarmos com o sentimento dos outros. Isto é ter mau feitio. Todo o resto é apenas personalidade.
sábado, março 22, 2014
Guilty Pleasure
If there are boundaries, I will try to knock them down
I’m latching on, babe, now I know what I have found
sexta-feira, fevereiro 14, 2014
sexta-feira, janeiro 31, 2014
Translated words of the day
Daqui
"Ouve-a quando te fala sobre a Vida. O mundo é um lugar tão
frio, por isso Deus fez o seu coração tão quente. Quando as coisas ficarem
difíceis não te vires a ela: vira-te para ela. Ela é forte porque é o teu suporte
principal. Não a tentes quebrar: constrói-a e serás um homem melhor."
terça-feira, janeiro 28, 2014
quinta-feira, janeiro 23, 2014
terça-feira, janeiro 21, 2014
quarta-feira, janeiro 15, 2014
quinta-feira, dezembro 05, 2013
Pai Natal, aceita-se:
segunda-feira, novembro 18, 2013
quarta-feira, setembro 25, 2013
domingo, setembro 22, 2013
quinta-feira, setembro 19, 2013
Dias-SIM
Escrever para mim sempre foi terapêutico. Em dias-NÃO há quem se enerve mais facilmente, há quem grite, há quem se isole, há quem perca a paciência, há quem só queira silêncio, eu escrevo.
Hoje é um dia-NÃO daqueles em que, apesar de sabermos que temos tanto por que agradecer, só conseguimos ver o que está errado, o que corre mal, o que nos falta e a relva do vizinho que é sempre tão mais verde do que a nossa... sortudos!
Nós não, nós não temos sorte num dia-NÃO, não temos alegria no sorriso, convicção na gargalhada, calma a discordar, sensatez ao ouvir e leveza no olhar, nada. Falta-nos tudo. O "tudo" que está presente nos dias-SIM evapora-se, sabe Deus para onde, logo agora que precisava tanto dele.
Nós não, nós não temos sorte num dia-NÃO, não temos alegria no sorriso, convicção na gargalhada, calma a discordar, sensatez ao ouvir e leveza no olhar, nada. Falta-nos tudo. O "tudo" que está presente nos dias-SIM evapora-se, sabe Deus para onde, logo agora que precisava tanto dele.
Porém, não fossem os dias-NÃO e não saberiamos valorizar cada dia-SIM: tão bons esses dias, os que nos põe alegria no sorriso, convicção na gargalhada, calma na discórdia, sensatez ao ouvir e leveza no olhar, mesmo quando temos problemas. Oh! Esses dias-SIM que nos fazem ver o lado bom de tudo e tornam os problemas tão insignificantes perto do "tudo".
Não há nada como dias-SIM.
segunda-feira, julho 08, 2013
domingo, junho 09, 2013
sábado, junho 08, 2013
Mr.Sparks = Chuck Norris of romance
"Every girl is beautiful. Sometimes, it just takes the right guy to see it."
By Nicholas Sparks
segunda-feira, junho 03, 2013
segunda-feira, maio 06, 2013
Hoffnung
As coisas não correm como eu queria, os ventos não sopram a favor, a semana começou mal (basta começar à segunda-feira), a paciência não me assiste, a sorte foi de férias (e logo ela que costuma andar mesmo atrás de mim, literalmente), o tempo solarengo irrita-me se estou a trabalhar, o tempo chuvoso enerva-me se estou nos intervalos, nada parece encaixar na perfeição... MAS CALMA! QUE:
quarta-feira, abril 17, 2013
terça-feira, abril 16, 2013
domingo, abril 07, 2013
domingo, fevereiro 24, 2013
Vicky, Margarita, Barcelona
Até me considero uma pessoa animada, no meu grupo de amigos sou várias vezes apontada como referência de boa disposição (o que me deixa vaidosa, claro:) mas, a verdade, é que não sou a mesma desde que voltei.
Desde que cheguei de Barcelona nunca mais me senti tão "eu"... como me sentia lá. A desilusão que se sente quando se volta é, no mínimo, tremenda, não pelas festas ou faltas às aulas, longe disso, mesmo pela cultura que abraçamos e tomamos como nossa, pela nova língua, pela independência, pela aprendizagem constante, por nos sentirmos verdadeiramente cidadãos do mundo e se, para além de tudo isto, ainda nos identificarmos com a cidade, o caldo entorna.
Desde que cheguei de Barcelona nunca mais me senti tão "eu"... como me sentia lá. A desilusão que se sente quando se volta é, no mínimo, tremenda, não pelas festas ou faltas às aulas, longe disso, mesmo pela cultura que abraçamos e tomamos como nossa, pela nova língua, pela independência, pela aprendizagem constante, por nos sentirmos verdadeiramente cidadãos do mundo e se, para além de tudo isto, ainda nos identificarmos com a cidade, o caldo entorna.
A minha opinião mudou e se hoje tivesse que dar um conselho a todos os estudantes não os incentivava a fazer Erasmus. Porque quem não sabe é como quem não vê, quem nunca foi não sabe o que está a perder e, por conseguinte, está bem assim. Eu estava bem assim.
Desde que cheguei sinto-me numa busca constante pelo caminho certo, não me interpretem mal, sou uma pessoa feliz... apenas cronicamente insatisfeita. ;)
Desde que cheguei sinto-me numa busca constante pelo caminho certo, não me interpretem mal, sou uma pessoa feliz... apenas cronicamente insatisfeita. ;)
domingo, fevereiro 10, 2013
domingo, fevereiro 03, 2013
Reasonable words of the day
“There is always some madness in love. But there is also always some reason in madness.”
― Friedrich Nietzsche
segunda-feira, janeiro 28, 2013
O dinheiro (não) é tudo
Infelizmente, o dinheiro não afecta só os bens materiais que gostaríamos de ter e não podemos por falta dele. Indirectamente vai afectar a paz entre casais e famílias, seja por um querer outro filho e o outro não (porque não há condições financeiras), por um querer viajar e o outro relembrar que estão em poupanças, seja pelas contas a pagar que começam a ser demais, a harmonia evapora-se mais depressa que alcool ao lume e toda a gente sabe que "em casa onde não há pão, todos ralham, ninguém tem razão".
Só que o dinheiro não compra tudo - cliché mas verdade.
Imaginemos um casal riquíssimo entre o qual nunca houve um sentimento sincero, o dinheiro aqui nunca vai fazer com que um se apaixone pelo outro, pode apaixonar-se pelo cartão de crédito, pelas viagens, pela amante que conseguiu à conta da conta bancária mas amor entre eles o dinheiro não vai conseguir comprar, por muitas voltas e reviravoltas que possam dar.
Imaginemos agora um homem extremamente abastado, com muitas mulheres mas sem nenhuma, sem família e com predisposição para depressões, e outro pobre com mulher e filho que davam a vida por ele, um homem bem disposto e optimista, rico de espírito, culto, com uma vida repleta de histórias para contar mas pobre em bens. Ora, o rico no máximo pode comprar os melhores anti-depressivos, o melhor psiquiatra e, na melhor das hipóteses, uma cura. Mas alegria e boa disposição não há à venda, é pena. O pobre nunca vai ter uma mansão virada para o mar com iate à porta, nem vai vestir os casacos da marca mais cara, que não vai, mas entre a certeza de ser pobre e feliz ou rico e infeliz, quem é que escolheria a 2ª???
E é a resposta a esta pergunta que prova que há pessoas mesmo pobres... afinal, tudo o que têm é dinheiro.
E é a resposta a esta pergunta que prova que há pessoas mesmo pobres... afinal, tudo o que têm é dinheiro.
terça-feira, janeiro 08, 2013
domingo, janeiro 06, 2013
Ventos, brisas e tornados

Tenho mixed-feelings em relação a esta frase.
Se por um lado é bom acreditar que se for para dar certo tudo vai correr de forma fácil-fácil, por outro também nos ensinaram que o que é fácil de se ter é fácil de se perder.
Assim sendo, pensemos.
Boas Festas, boas memórias.
Hoje acabam as Festas, espero que as vossas tenham sido tão Boas quanto as minhas.
Entretanto, o novo ano chegou. 2013 por si só, e numericamente falando, já não prometia ser grande coisa, com as medidas de austeridade muito menos mas, inexplicavelmente, tenho a sensação que 2013 nos vai surpreender pela positiva - ou não fosse 13 o número da sorte do meu avô e o meu avô um homem cheio de sorte.
O primeiro fim de semana do ano correu bem, como os meus pais foram numas merecidas mini-férias eu vim tomar conta da minha avó, que se portou lindamente (quem a conhece sabe que é bem capaz de se portar pior que um miúdo de 5 anos), fiz almoços, fiz jantares e, modéstia à parte, não estavam nada mal. ;)
Foi enquanto preparava o almoço de hoje que me lembrei de Barcelona - sempre tão presente na minha memória e nas pequenas coisas da vida - de como apanhavamos o Renfe para ir a um lugar mais longuínquo, de como entrei no comboio errado, me perdi e em vez de ir parar ao interior fui ter à praia (eu e o meu peculiar sentido de orientação), de como tive que perguntar a várias pessoas que Renfe apanhar de seguida, se é que haveria mais algum dado ser já hora de jantar, em como um senhor nos seus 60 me ajudou, em como cheguei sã e salva a Arc de Triomf onde me esperava quem já calculava que me perdesse. Essa foi das primeiras vezes que jantei arroz em Barcelona (massa era tão mais fácil de preparar, não era, M.?).
Hoje fiz arroz.
Foi enquanto preparava o almoço de hoje que me lembrei de Barcelona - sempre tão presente na minha memória e nas pequenas coisas da vida - de como apanhavamos o Renfe para ir a um lugar mais longuínquo, de como entrei no comboio errado, me perdi e em vez de ir parar ao interior fui ter à praia (eu e o meu peculiar sentido de orientação), de como tive que perguntar a várias pessoas que Renfe apanhar de seguida, se é que haveria mais algum dado ser já hora de jantar, em como um senhor nos seus 60 me ajudou, em como cheguei sã e salva a Arc de Triomf onde me esperava quem já calculava que me perdesse. Essa foi das primeiras vezes que jantei arroz em Barcelona (massa era tão mais fácil de preparar, não era, M.?).
Hoje fiz arroz.
sexta-feira, dezembro 14, 2012
segunda-feira, dezembro 03, 2012
Segunda-feira
Segunda-feira é sempre um dia terrível, mais ainda quando temos uma má notícia, não péssima mas má, o suficiente para nos deixar desiludidos e tornar a segunda-feira um pouco mais difícil de suportar.
Mas sempre fui de tentar ver o lado melhor, que nem sempre é o optimista (até porque não sou a pessoa mais optimista do mundo), o lado melhor é mais um género de lado realista só que sem queixumes.
Nunca fui de me queixar, apesar de antes me considerar definitivamente uma pessoa pessimista (e até gostava: estava sempre a constatar que estava certa ou a ser agradavelmente surpreendida), no entanto reparo que ultimamente se tornou comum encontrar quem só se queixe, quem faça do estado depressivo uma rotina, quem veja mais facilmente o lado pior da vida e para quem a luz ao fundo do túnel não passe de um comboio pronto para os atropelar.
Dizem que más energias atraem-se e nós nao queremos isso. O País está como se sabe, os noticiários fazem questão de nos relembrar isso todos os dias, há, de facto, quem não tenha muitos motivos para sorrir mas pelo menos um, um só que seja, deve existir e merece que lhe seja dado o devido valor.
Dizem que más energias atraem-se e nós nao queremos isso. O País está como se sabe, os noticiários fazem questão de nos relembrar isso todos os dias, há, de facto, quem não tenha muitos motivos para sorrir mas pelo menos um, um só que seja, deve existir e merece que lhe seja dado o devido valor.
É por isso que hoje fiquei triste mas parei para pensar no que aí vem: uma amiga prestes a chegar de longe, o dia das primas (estipulado por mim e pela minha primita, para quem a minha companhia ainda é a melhor do mundo :), o namorado com saúde, o Natal à porta com a família como sempre a conheci, a maioria dos presentes comprados e eu ansiosa por ver a reacção de cada pessoa a receber o seu.
Gosto imenso desta época e nada me deve por em baixo quando tenho tantos motivos para sorrir. Nem uma Segunda-feira.
quarta-feira, novembro 14, 2012
quinta-feira, outubro 25, 2012
O tempo ensina
Hoje a minha amiga J. falava-me da lição que aprendeu da pior maneira mas que guarda sempre consigo:
"Quem gosta, dá segurança."
terça-feira, outubro 23, 2012
The chase
O jogo do Gato e do Rato é uma perdição para alguns. Eu sou fã - no início, confessemos, tem a sua piada. Ontem com a tia, a propósito dum filme, a opinião dela era clara:
"Como tudo o que é demais, é erro. É erro quando levado a cabo por anos e anos. Acho que deve chegar a um ponto em que o que está atrás cansa-se. Cansa-se de correr pelo que não lhe querem dar (ou assim fazem entender), cansa-se de não ter quem corra atrás dele, de não ter quem lhe queira dar carinho e atenção de livre e espontânea vontade."
Fala-se muito, especula-se, sobrevaloriza-se, contudo a verdade é que este jogo, muitas vezes, não passa duma ratoeira: até parece boa ideia ao longe mas de perto...
Afinal, como a frase nos diz, se não nos é dado de livre vontade, talvez não valha a pena ter.
sexta-feira, outubro 19, 2012
Ainda referente ao post anterior
"Quando se é feliz muito novo a única obsessão que se tem é aguentar a coisa. Vive-se ansiosamente com a desconfiança, quase certeza, da coisa piorar. O pior é que as pessoas que se habituaram a ser felizes não sabem sofrer. Sofrem o triplo de quem já sofreu. É injusto, mas é assim.
No amor é igual. Vive-se à espera dele e, quando finalmente se alcança, vive-se com medo de perdê-lo. E depois de perdê-lo, já não há mais nada para esperar. Continuar é como morrer.
As pessoas haviam de encontrar o grande amor das suas vidas só quando fossem velhas. é sempre melhor viver antes da felicidade, do que depois dela."
Miguel Esteves Cardoso
quinta-feira, outubro 18, 2012
O Casamento e o Funeral
Ontem, infelizmente, fui a um funeral dum familiar duma amiga.
Foi triste, como são todos, mas este custa particularmente por ser de um homem novo, nos seus quarentas, com um filho adolescente.
A irmã tentava manter-se firme, as sobrinhas estavam cabisbaixas, o pai dele desolado, os primos inconsoláveis. Foi duro para todos... mas ninguém sofria como a mulher.
Foi quando a cumprimentei que não me contive. O que se pode dizer num momento como este, se nada do que digamos reconforta? Senti-me impotente, senti-me ridícula. Eu, ali a chorar, abraçada a ela sem sequer conseguir imaginar o que estaria a sofrer. Ninguém pode imaginar.
No fundo, o funeral termina, cada um vai para sua casa, o pai tem a sua vida refeita, a irmã tem a sua família, e cada um volta para os seus lares. E a viúva? O lar com a família que ela conhecia já não existe, já não é um lar, é só uma casa. O namorado com quem ela fez planos, casou, teve um filho, não volta mais, só na memória dela. É ela quem vai dormir sozinha, quem vai levar o filho à escola, estar presente nas entregas de diplomas, estudar com ele se for preciso e ralhar com ele quando for preciso. É ela que vai lidar com as perguntas mesmo tendo já que lidar com a sua própria dor.
Mãe é mãe e pai é pai, mas quando crescemos, nos tornamos adultos e partilhamos a vida com outra pessoa, ninguém nos vai conhecer tão bem quanto ela. É a nossa companhia, é quem está a nosso lado nos dramas e nas alegrias da vida, nas pequenas conquistas diárias, nas discussões e nas aflições, quem nos chama à atenção quando algo está errado e quem festeja connosco quando algo corre bem.
E quando a nossa cara metade desaparece para sempre, a vida muda para sempre. É começar do zero com a lembrança constante de que um dia já fomos felizes. Quem nunca foi, não sabe, quem não sabe é como quem não vê e, para quem não vê, é mais fácil seguir em frente. É sempre mais fácil seguir em frente quando ainda não se foi feliz.
sexta-feira, setembro 28, 2012
domingo, setembro 23, 2012
Richard Burton words of the day
"I told her I didn`t care if her legs, bum and bosoms fell off and her teeth turned yellow, and she went bald.
I love that woman so much sometimes that I cannot believe my luck. She has given me so much."
I love that woman so much sometimes that I cannot believe my luck. She has given me so much."
sábado, setembro 22, 2012
O início
Uma das minhas amigas tem namorado novo, recente, está naquela fase em que tudo é perfeito... Ou melhor, deveria estar.
Não está porque há homens que são uns trengos (para não lhes chamar outro nome).
O comportamento deste trengo tira-me do sério, bem sei que não é nada comigo mas nunca fui de ficar em cima do muro, não me meto - até porque "entre marido e mulher não se mete a colher" e isso já todos sabemos desde pequenos - mas tenho a minha opinião e ideias e, graças a Deus, ainda as posso passar "para o papel".
Quando a minha amiga M. lhe manda mensagens queridas este jovem é capaz de responder com "Vá, menos!", quando lhe pergunta se depois das aulas podem estar juntos, ou em que dia da semana lhe dá jeito encontrarem-se, ele responde com um simpático "Sei lá, já sabias que isto não ia ser fácil!". Este trengo é menino para lhe dar a entender que quer acabar e de seguida ligar a dizer que estava a brincar, que era só para ver a sua reacção. (WTF?!)
Já se sabe que as redes sociais não são propriamente a melhor coisa para uma relação, independentemente do que me venham dizer ("ah e tal depende da relação, a minha é muito forte, não se deixa abalar por isso", whatever, todos sabemos que não são) mas quando um trengo destes recebe um comentário da namorada com um simples coração e o apaga, algo está muiiito errado. Namorado que se preze, que se orgulhe da namorada que tem, fica todo babado com a pequena demonstração de carinho, não por ser pública mas por ser sincera e ser prova de que naquele momento ela estava a pensar nele e não hesitou em deixar-lhe um miminho, por mais insignificante que fosse. Ora, quem é o namorado que vai apagar isso? "Oh é só uma cáca de um comentário na internet, não tem significado nenhum nem a mínima importância, que exagero, ela que não se aborreça por causa disso." Será? Por acaso não se aborreceu, mas ele também não se preocupou nem um pouco se ela se aborreceria ou não. Fê-lo (quer dizer, desfê-lo) e foi-lhe claramente indiferente a reacção dela, não teve receio que se zangasse, é um machão, não tem medo de nada, que corajoso!
Pois eu, zangar-me-ia, não seria motivo para grandes discussões até porque não gosto de estar aborrecida com ninguém, muito menos com quem me é próximo, mas gostaria de ouvir uma explicaçãozinha básica.
No meio de tudo, isto acaba por ser o menos, já juntando tudo, o essencial salta logo à vista: não passa de um imaturo que ainda não sabe o que quer mas quer tudo e não quer nada, que não gosta das responsabilidades que advêm de ser comprometido mas também não gosta de estar sozinho, que ainda quer caminho livre para que lhe caiam outras na rede e, se assim é, eu facilitava-lhe a vida: adeus.
Porque M.: o início é, e deve ser, sem esforço, sempre a melhor parte. Depois? Depois é passar a vida a tentar fazer ainda melhor, porque quem ama, cuida.*
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