quinta-feira, junho 30, 2011

Crystal clear words of the day


"Se sente a tua falta, ele vai ligar.
Se é a ti que quer, ele vai lutar.
E se é de ti que gosta, ele vai demonstrar. Senão não merece o teu tempo, afinal, tu, claramente, não mereceste o dele."

quinta-feira, junho 23, 2011

Yo no creo en brujas pero que las hay,las hay













Ainda hoje ouvi e não acreditei. Não acredito em quem gosta e diga não sentir ciúmes. Não acredito, não adianta. Acredito, sim, que quem diz gostar e não sentir um ciúmezinho por mais ínfimo que seja, não gosta.
Não me venham com histórias e estórias. Quem gosta, cuida, admira e acredita não haver ninguém mais perfeitamente imperfeito, ao ponto de pensar "E se mais alguém vir nele/nela o mesmo que eu?". Quem gosta confia. Mas não nos outros. Básico.
E podiamos continuar por aqui a discussão, "se quem está connosco nos ama, não vai dar a mínima atenção a quem demonstrar interesse por ele/ela", certo, correctíssimo, nem há margem para manobras. Mas não implica que o ciúme vá deixar de existir, é um sentimento e como tal não se controla, pelo menos, não na sua totalidade.
É por isso que quando me dizem que não sentem ciúmes do namorado ou da namorada, do companheiro ou da mulher, eu desconfio. Das duas uma: ou estão a pregar uma mentirinha piedosa para não dar o braço a torcer ou, então, não amam, simples.
Contudo, também não acredito em bruxas e que as há, há.

segunda-feira, junho 13, 2011

quarta-feira, junho 08, 2011

Plain words of the day



Visto há pouco tempo antes de adormecer



"Um dia vou ser!" - dizia-me ela - "Um dia vou ser prioridade na vida da pessoa com quem estiver" . E os olhos dela sorriam cheios de lágrimas ansiosas por serem saboreadas. E eu ouvia-a atentamente - "Um amor mesmo à Romeu e Julieta...mas com final feliz."

Como este filme.

Piece of cake


Compreendermos só o nosso lado há de ser sempre mais fácil.
Zangarmo-nos quando nos contrariam há de ser sempre mais fácil.
Não admitirmos que não temos sempre razão há de ser sempre mais fácil.
Eu sempre gostei de coisas difíceis.

sábado, maio 21, 2011

Lonely words of the day


"There's a reason I said I'd be happy alone. It wasn't because I thought I'd be happy alone. It was because I thought if I loved someone and then it fell apart, I might not make it.
It's easier to be alone, because: what if you learn that you need love and you don't have it? What if you like it and lean on it? What if you shape your life around it and then it falls apart? Can you even survive that kind of pain?
Losing love is like dying. The only difference is death ends. This? It could go on forever."

in GREY'S ANATOMY

quarta-feira, abril 20, 2011

Último Volume


Vive-se bem sem trabalhar, sem dormir, sem comer. Passa-se bem sem amigos, sem transportes, sem cafés. É horrível, mas uma pessoa vai andando.
Apresentam-se e arranjam-se sempre alternativas. É fácil. Mas sem amor e sem amar, o homem deixa-se desproteger e a vida acaba por matar.

(...)
Vive-se sem paixão, sem correspondência, sem resposta. Passa-se sem uma amante, sem uma casa, sem uma cama. É verdade, sim senhores. Sem um amor não vive ninguém.
(...)
Mais tarde ou mais cedo, passamos para lá do dia a dia, para longe de onde estávamos. Para consolar, mandar vir, tentar perceber, voltar atrás.
O amor é que fica quando o coração está cansado. (...) No meio do sono, acorda. No meio do trabalho, lembra-se de se espreguiçar. O amor é uma das nossas almas. É a nossa ligação aos outros. Não se pode exterminar.
Quem não dava a vida por um amor? Quem não tem um amor inseguro e incerto, lindo de morrer: de quem queira, até ao fim da vida, cuidar e fugir, fugir e cuidar?

MIGUEL ESTEVES CARDOSO

sábado, abril 16, 2011

terça-feira, abril 12, 2011

segunda-feira, março 21, 2011

A arte de aprender

















Depois de algum tempo, ouvi dizer que se aprende:

  • que companhia nem sempre significa segurança;
  • que não importa o quanto tu te importas, simplesmente algumas pessoas não se importam;

  • que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso;

  • que o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida;
  • que as pessoas com quem mais te importas são tiradas da tua vida muito depressa, por isso deves sempre despedir-te delas com palavras amorosas, pode ser a última vez;

  • que, ou controlas os teus actos ou eles te controlarão e que ser flexível nem sempre significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada seja uma situação, existem sempre dois lados;

  • que paciência requer muita prática;

  • que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas não te dá o direito de ser cruel;

  • e que, realmente, a vida tem valor e tu tens valor diante da vida.

quinta-feira, março 17, 2011

Warning words of the day























"(...) We go days without having a meaningful conversation and I used to miss you so much when that happened... but it never seemed like you missed me. And I guess because of it I stopped missing you."

Brooke Davis in OTH

Never-ending words of the day


"If you need to hear why I love you, I can go on all night."

Lucas Scott in OTH

quarta-feira, março 16, 2011

Todos erramos (uns mais que outros)



















Se há coisa que me tira do sério, e que me faz exercer um esforço sobre-humano para não começar a disparar em todas as frentes, é ouvir alguém a dizer mal de quem que não está presente. Principalmente, quando isso acontece TODAS as vezes que estou com esse alguém, de todas as vezes: maldiz.
"Nas costas dos outros vejo as minhas", já o disse mais que uma vez aqui e sigo-me muito por este ditado.
Não acho correcto, não acho normal e não acredito que tenha sido a única a reparar, nem que me revolte só a mim.
Acredito que magoe muito mais as pessoas que lhe são próximas e que já deram conta desta falta de chá, pois para elas vai ser sempre difícil admiti-lo. Mas, lá no fundo, sabem que o melhor a fazer é alerta-la de que falar dos defeitos de outros é algo fácil, é preciso é ter o discernimento de consciencializarmos os nossos.

segunda-feira, março 14, 2011

Happy birthday ;)


E a nossa Margarita Alexandra está mais velhinha um ano... Parabéns fofi.

quarta-feira, março 09, 2011

Contraditory words of the day


"They didn't agree on much. In fact they rarely agreed on anything. (...) But, in spite their differences, they had one important thing in common: they were crazy about each other."

Duke in THE NOTEBOOK

quinta-feira, março 03, 2011

quarta-feira, março 02, 2011

Todos merecemos


Para quem teve sorte, como eu, de ter uma família extraordinária, apesar de pequenina, a família é tudo. É quem está lá para nós. Sempre.
No entanto, a família não se escolhe, ou se tem sorte (como eu) ou não se tem. Por isso é que, muitas vezes, quem escolhemos para família é muito mais.
É quem vai dividir o resto da vida connosco, por opção.

Unbelievable words of the day


"To truly love someone is to put their feelings before your own. Always. No matter what."

in FRUITS BASKET

domingo, fevereiro 27, 2011

Unlikely words of the day


Bad decisions make great stories.

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Pormenores


Quando for grande quero um ramo de noiva assim e uma mesa de bolos a condizer, está bem?



A criançada


Nunca fui daquelas pessoas que se derretem com crianças, nem nunca tive muito jeito para elas. Sempre fui mais de as irritar, picar, pô-las a ferver e, contrariamente ao esperado, elas adoram e não me largam (tenho que mudar de táctica).
"Ah e tal mas elas dizem sempre a verdade" - mentira. Já ouvi várias vezes os miúdos a aldrabar o amigo ao contar a grande fuga que fizeram uma vez de casa ou como já conduziram um carro às escondidas, a pregar uma mentirinha para se escaparem de um castigo, enfim, uns matreiros.
Nunca fui daquelas pessoas que se derretem com crianças mas confesso que desta vez a minha amiga Eva mostrou-me que a criançada é capaz de me surpreender:

O que é o amor?

"O amor é quando dizes a um rapaz que gostas da camisa dele e depois ele usa-a todos os dias."

"Quando a minha avó ficou com artrite não se podia dobrar para pintar as unhas dos pés, por isso, o meu avô faz sempre isso por ela."

Se calhar tenho que lhes dar uma segunda oportunidade, é que se isto não é o amor, anda muito lá perto.

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

:')


quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Quem nos faz feliz


Não é tão bom? Passar tempo com quem nos faz feliz, com quem gosta de nós com todos os defeitos que temos, em vez de passar tempo com pessoas que temos que impressionar para que gostem de nós?
A pressão de não haver silêncios para que a outra pessoa não se sinta incomodada, a pressão de não nos mostrarmos tristes para que não nos achem fracos, a pressão de estarmos atentos para fazermos tudo correctamente para que não reparem nos nosso defeitos. Alguém consegue viver assim?
A vida já é tão curta que não há um minuto a perder, só devíamos passar tempo com aquelas pessoas que estão lá para nós tanto quando somos o máximo como quando somos um terror ambulante.
Que quando nos vêem tristes tentam tudo para nos fazer rir ("Monga!"), que quando estamos insuportáveis nos aturam ("Ai que mimadinha!"), que quando fazemos asneiras nos chamam à razão ("Oh tonta, e achas bem?"), que quando nos esquecemos de quem somos nos relembram (*), que quando nos magoam nos dão um abraço :') e quando alguém nos magoa tomam as nossas dores.
Mas acima de tudo, que quando se zangam connosco não aguentam muito tempo até fazer as pazes, pelo simples facto de que gostam de nós.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Gilipollas


As melhores amizades são aquelas à prova de bala. Quando digo à prova de bala refiro-me à prova da distância, à prova do tempo, à prova dos contratempos da vida, à prova de preguiça, à prova de tudo!
Ela é uma amizade assim.
Relembrar o tempo em que morei com ela, continua a ser uma das melhores recordações de sempre.
As manhãs em que ela saía da casa-de-banho de toalha na cabeça e se dirigia para a minha cama para me acordar delicadamente retirando-me os tampões dos ouvidos (lol precious!), as caminhadas para o metro de Sant Antoni vs Universitat a ver qual compensava, qual seria mais rápido. As cómicas viagens de metro com ela a cantar a plenos pulmões o que ouvia no ipod e fazer cara de má para quem ousasse olhar de lado (too precious!), as transições de linha, a linha vermelha, a linha verde, a linha azul. A vinda do Hospital a pensar na deliciosa massa que ela nos iria preparar e nas compras que faríamos durante a tarde, nos waffles que comeríamos e nas longas voltas que daríamos. Apanharmos sol (quais lagartos) no café da esquina por entre conversas intermináveis, a busca incessante pelo homem das bilhas, os nossos chamados "picansos" no local de trabalho que punham toda a gente a rir, o garfo espetado num cabo da televisão e esta nas alturas para aprendermos catalão.
A preocupação dela de irmã mais velha e as distracções de irmã... gémea! ;) Até de ir ao supermercado com ela eu gostava! Até ao atravessar ruas cheias de gente duvidosa eu era capaz de me rir despreocupadamente com ela o caminho todo.
As gargalhadas cúmplices, os olhares que falavam por si, a capacidade de sonhar, o não precisarmos de mais ninguém para fazermos a festa e nos divertirmos como nunca (ou como sempre).
O facto de se manter sempre presente, de enviar mensagens que me arrancam gargalhadas quando menos espero ("Não achas que me devias desejar boa sorte?!"), de me fazer sentir que está ali... para o que der e vier.
É por estas e por outras, e porque também quero que fique registado, que te adoro, parvalhona!*
É só para dizer (e ficar registado) que adoro a Margarita Alexandra e tenho saudades dela.
Pronto, tenho dito!!!

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Hoje ouve-se isto:



Our love was lost
But now we've found it.
Our love was lost
And hope was gone

Our love was lost
But now we've found it.

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

terça-feira, janeiro 18, 2011

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Exit | Facebook




*bom vídeo + boa música

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Ano Novo























E esse início de ano, que tal foi? Bom, espero!
A passagem de ano surpreendeu-me. Normalmente, não gosto muito de festas de passagem de ano nem da noite em si mas a minha correu às mil maravilhas.
Estreei o apartamento novo, já com os móveis (quase) todos, com uma jantarada para amigos deliciosa (claro está que não fui eu a cozinhar ;), recheada de gargalhadas, sorrisos, disparates, histórias, distracções cómicas, passagens de modelos, sistema de som nas alturas (aiii os vizinhos), 12 passas, enfim, tudo a que tinhamos direito. De seguida rumamos a uma festa algures no distrito do Porto. Entre quedas aparatosas, sandes de leitão e caldo verde imaginário, casas de banho mistas, danças infinitas, varandas escuras, soluços intermináveis, caras conhecidas, beijos e abraços e mais gargalhadas, diverti-me até de manhã como nunca pensei divertir-me numa festa de Ano Novo =)!
Tenho um feeling que este vai ser um bom ano :).
Feliz Ano Novo a todos!*

segunda-feira, dezembro 27, 2010

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Solitários


Há coisas que, se não me fossem contadas por grandes amigas, não acreditaria. Não acredito que haja homens capazes de dizer na cara da namorada, companheira, mulher, "whatever", que gostam menos delas: "Acho que gosto menos de ti!". Não, não acredito... mas há.
O que me parece? Absolutamente ridículo! Sim, OK, devemos sempre dizer a verdade à pessoa que está connosco, concordo plenamente, mas há forma de dizer o que se pensa, há formas construtivas que melhoram a relação, que a fortalecem, e depois há esta.
Quem diz aquilo quer exactamente o quê? Tornar a relação melhor? É? De que forma? Não estou a ver qual seja. Pôr a pessoa a par do que lhe vai naquele coração de granito? Ou dar-lhe a coragem para ser ela a acabar a relação? Sinceramente, não percebo, ainda há homens muito egoístas, muito infelizes, muito solitários.

Há quem tome as pessoas queridas por garantidas. Há quem sinta, sabe se lá porquê, que elas vão estar sempre ali "no matter what". E, por isso, não investem nelas, nessas pessoas tão necessárias: as que nos querem bem, as que estão sempre presentes nos melhores e nos piores momentos. Pais, avós, amigos, maridos e mulheres, todos nós já tomamos erradamente alguém por garantido, até ao dia...
Pare, escute e olhe. Porque, como já dizia Lima Quintana, "há pessoas assim, tão necessárias".

segunda-feira, novembro 29, 2010

Have you?


quarta-feira, novembro 24, 2010

Relações - parte III


Há aquelas construídas em areia, que com um simples sopro desmoronam.
E depois há aquelas construídas em rocha.

Uma noite na noite


Há quem lhe chame sorte, há quem lhe chame seca, há quem lhe chame abstinência. Chamem-lhe o que quiserem, a verdade é que nunca precisei de beber para me divertir. Percebo quem precisa, percebo bem, afinal o álcool sempre foi um desinibidor nato e antidepressivo instantâneo para alguns mas, felizmente, nunca foi necessária uma bebida para melhorar a minha noite. Chego, converso, rio, vejo o que se passa ao meu redor, aproveito, bebo "socialmente" às vezes, outras vezes não.
Claro que no Verão sabe-me bem uma saída à noite ao ar livre ou um festival no meio do nada, no entanto, regra geral, sou uma pessoa caseira e, no Inverno, mil vezes uma noite em casa com amigos, com direito a chá, conversa e mantinha (à avozinha), do que uma noite na noite.

sábado, novembro 20, 2010

To be or not to be (loved)


If he doesn't love you, nothing can make him stay. If he loves you, nothing can make him leave.

sexta-feira, novembro 19, 2010

quinta-feira, novembro 18, 2010

Ainda não foi desta


13th Annual Jeff Buckley Tribute Event - Uncommon Ground, Chicago, Nov 16th and 17th

Interferências


Eu: - Esta jornalista está com um cabelo Pantene!
Avó: - Como é um cabelo de pantera?

To grow up



"It takes courage to grow up and become who you really are."

terça-feira, novembro 16, 2010

:)


"No one can change a person, but someone can be a person's reason to change."

segunda-feira, novembro 15, 2010

Um fim-de-semana diferente (ou aquelas coisas que só acontecem a mim - parte VIII)


Sexta-feira à noite, um cheirinho delicioso a fim-de-semana, Margarita Alexandra põe a mala no carro, música nas alturas e começa a viagem. Passada uma hora de caminho, e prestes a chegar ao seu destino, depara-se com um desvio obrigatório para as bombas de gasolina - "Oh boa! Uma operação stop! Nunca fui mandada parar, deixa-me procurar os documentos..." - pensou ela. Enquanto isto, um agente aproxima-se da janela com um sorriso simpático e anuncia:

A. - Boa noite, a menina tem uma multinha por excesso de velocidade.
("Boa noite?! Estava a ser, estava...")
A. - Olhe, teve muita sorte, bastava mais 1 km/h e já pagava o dobro.
("Ah, estou muito mais contente agora...")
A. - E vai passar o fim-de-semana fora, é?
Eu - Até ia, mas agora vou para trás que já não tenho dinheiro.

Bem, lá paguei o que "devia" e continuei o meu caminho, muito mais depressa do que o que ia antes, que os nervos estavam em franja e apanhar outra operação stop logo de seguida era pouco provável. Coerentemente, pelo caminho, pensava: "Bem feita, Margarita Alexandra, para aprenderes que isto aqui não é nenhuma pista de Formula 1!".
No dia seguinte, fui jantar a casa duns amigos, deixei o carro mesmo à porta do prédio que o tempo não estava para brincadeiras, chovia "cats and dogs". À saída, entro no carro e... WTF?! Todo o lado do condutor era água, banco encharcado e um lago aos meus pés. Toca de secar aquilo tudo.
No domingo, e já com tudo seco, resolvi ir por gasóleo para a viagem de regresso. Mas, como é obvio uma inundação daquelas não ia deixar as coisas por menos e, como tal, as portas não abriam, a portinha que abre o local onde se põe gasóleo também não, os vidros não desciam, as luzes não acendiam, enfim, um mimo.
Conclusão: com o gasóleo quase na reserva, vim devagarinho que me lix@#.
Deus não dorme.

quinta-feira, novembro 11, 2010

Momento modéstia à parte:
















Quanto mais vejo... mais gosto de mim.

quarta-feira, novembro 10, 2010

segunda-feira, novembro 08, 2010

Homo


Sou a favor do casamento entre homossexuais. Sou a favor de que tenham os mesmos direitos que qualquer heterossexual. Acima de tudo acredito no respeito pelo ser humano, seja qual for a sua orientação sexual, seja de que sexo for a pessoa que ama. Amar é amar, há de ser sempre uma coisa boa.
Não sou a favor de manifestações parvas de bichas - que não têm outro nome - como aconteceu agora em Barcelona aquando da visita do Papa. Exposições gratuitas de carácter sexual que, a meu ver, servem apenas para envergonhar a comunidade gay e, consequentemente, denegrir a imagem que tanto tentam construir. Alguém que lhes diga que, assim, não vão longe, nunca foi com vinagre que se apanharam moscas.
É que a intolerância sempre fechou a porta à aprendizagem mas a falta de respeito fecha a porta à tolerância.

...


Pronto, em relação ao jogo de ontem, o meu lado optimista não me conseguiu consolar a mim nem ao meu T.: "Podia ter sido pior... podiam ter partido um vidro ao autocarro" - espera, isso aconteceu - "mas podia estar a chover e aí é que era chato". Naaa, não consola...

A solução




Sempre fui uma pessimista convicta... até há pouco tempo atrás. Lembro-me de estar constantemente a dizer que os optimistas só sofriam desilusões, enquanto os pessimista estavam sempre a confirmar que estavam certos ou a ser agradavelmente surpreendidos.
Não sei como, um dia acordei e era optimista. Pronto, não terá sido algo assim tão linear mas a verdade é que passei a pensar mais vezes no lado bom de todas as situações e sim, tem as suas vantagens. Quando esperamos um dia de Outono solarengo e somos brindados com uma tempestade fantasmagórica, com direito a chuvas torrenciais e ventos ciclónicos, penso em como vai saber bem estar a trabalhar quentinha sem desejar que fosse fim-de-semana e em como a noite no sofá debaixo da mantinha vai saber a mel.
E ando assim com quase tudo, talvez não seja bem o optimismo de esperar que algo corra pelo melhor mas, sim, encontrar um lado bom para uma qualquer situação presente.
É talvez por isso que os problemas passaram a ser desafios, e como problemas que são têm solução (como diz a minha avó: "só para a morte é que não há remédio!"), o desafio é encontrá-la ou ajudar a que a encontrem. E, no final, sabe tão bem. :)

sábado, novembro 06, 2010

Da paixão


"A paixão tem sido de forma sistemática, ao longo dos anos, de forma quase velhaca, prejudicada pela equipa de arbitragem. Não há jogo nenhum, em que o amor não seja levado mais a sério do que a paixão. E eu não posso concordar com isto. E não me venham aqui os amorosos do costume dizer que a paixão é a primeira fase e que depois se desenvolve o amor e tal e coiso, que é algo progressivo e que assim é que bonito. O tanas, é que é bonito.
A paixão pode durar uma vida. A paixão mete o amor num chinelo e levanta um estádio inteiro com uma jogada de génio. O amor quando muito passa a bola, mas não faz aquela jogada que leva as pessoas ao estádio."

FERNANDO ALVIM

Stories


Chuck: - I know what you did, Blair. It's despicable even for you. Do you hate me so much you can't stand to see me happy? Why did you drive the person I care most about out of town?

Blair: - Eva left? Chuck, I never meant to...

Chuck: - Make her leave me? Of course you did. I need to know why. Is it possible... you still love me?

Intrinsic words of the day


- Your world would be easier if I didn't come back.
- That's true... But it wouldn't be my world without you in it.

in GOSSIP GIRL

Muito bom

sexta-feira, novembro 05, 2010

A Menina do Mar


Então a Menina do Mar sentou-se no ombro do rapaz e disse:

- Estou tão feliz, tão feliz, tão feliz! Pensei que nunca mais te ia ver. Sem ti o mar, apesar de todas as suas anémonas, parecia triste e vazio. E eu passava os dias inteiros a suspirar. E não sabia o que havia de fazer. Até que um dia o Rei do Mar deu uma grande festa. (...) E mandou-me ir ao palácio para eu dançar na festa. (...) Mas eu estava muito triste e por isso dancei muito mal.

- Porque é que estás a dançar tão mal? - perguntou o Rei do Mar.
- Porque estou cheia de saudades -- respondi eu.
- Saudades? - disse o Rei do Mar. Que história é essa?

Então o Rei do Mar teve pena da minha tristeza e teve pena de ver uma bailarina que já não sabia dançar. E disse:
- Amanhã de manhã vem ao meu palácio.

No dia seguinte de manhã eu voltei ao palácio. E o Rei do Mar sentou-me no seu ombro e subiu comigo à tona das águas. Chamou uma gaivota (...) e mandou-a ir à tua procura. E foi assim que eu consegui que tu voltasses.

- Agora nunca mais nos separamos - disse o rapaz.
- Agora vais ser feliz como um peixe - disse o peixe.
- Agora a tua terra é o Mar - disse a Menina do Mar.

SOPHIA DE MELLO BREYNER

segunda-feira, outubro 25, 2010

It makes me realize there is a "forever"



"Ask most people what they want out of life and the answer is simple - to be happy.
Maybe it's this expectation though of wanting to be happy that just keeps us from ever getting there. Maybe the more we try to will ourselves to state's of bliss, the more confused we get - to the point where we don't recognize ourselves. Instead we just keep smiling - trying to be the happy people we wish we were.
Until it eventually hits us, it's been there all along. Not in our dreams or our hopes but in the known, the comfortable, the familiar."

in GREY'S ANATOMY

sexta-feira, outubro 08, 2010

:(


A vida, às vezes, prega-nos cada partida...

sexta-feira, setembro 17, 2010

Recordar é viver ;)



Some days, feels my soul has left my body
Feel I'm floating high above me
Like I'm looking down upon me

Start sinking, everytime I get to thinking
It's easier to keep on moving
Never stop to let the truth in

Sometimes I feel like it's all been done
Sometimes I feel like I'm the only one
Sometimes I wanna change everything I've ever done
Too tired to fight and yet too scared to run

And if I stop for a minute
I think about things I really don't wanna know
And I'm the first to admit it
Without you I'm a liner stranded in an ice floe

I feel like I'm a thief who has no faith
Maybe more than by the grade
Of the drugs you took that day

Sinking in the pain he's been inflicting
Yet he's feeling like the victim
Just a horoscope's to blame

Sometimes I feel like a little lost child
Sometimes I feel like the chosen one
Sometimes I wanna shout out 'til everything goes quiet
Sometimes I wonder why I was ever born

terça-feira, setembro 14, 2010

Romantic words of the day













"I am nothing special. Just a common man with common thoughts and I’ve led a common life.
There are no monuments dedicated to me and my name will soon be forgotten.
But in one respect I have succeeded as gloriously as anyone who’s ever lived: I’ve loved another, with all my heart and soul. And to me, this has always been enough."

THE NOTEBOOK

Ontem...



segunda-feira, agosto 30, 2010

domingo, agosto 29, 2010

O amor é para os fortes


Há quem encontre o amor duma vida aos 40, há quem o encontre aos 60, há quem o encontre aos 15. Há aqueles que o procuram incansavelmente, não se contentando com um carinhoso gostar, pois sabem que há um sentimento maior que esse, que uma vida sem paixão nunca será vivida em pleno. Os fortes. Os fortes sabem o que procuram.
Os fracos não vão lutar por um amor, os fracos vão deixa-lo ir, porque "é o que o outro parece querer", porque "Deus assim quis", porque "não estava destinado", porque dá trabalho, porque são fracos. Os fracos são aqueles que, se pelo caminho surgir alguém, são capazes de começar uma relação mesmo sem amar porque não sabem dizer não, porque iam magoar esse alguém, porque dizer que não custa, porque são fracos.
Hoje em dia já não se usa casar por conveniência, hoje em dia quem casa, casa porque ama. Digo eu, e se não é assim devia ser, que já não há motivos para ser de outra forma, já não são os pais que escolhem os maridos, já não importa se pobre casa com rico, já não importa a etnia, só importa o que se sente.
Depois há o casamento por comodismo, que é como quem diz: "já tenho uma relação há 5 anos, há 8 ou há 10 e o próximo passo é casar". Aqui, entenda-se, casar para fazer a vontade à mãe dela ou à avó dele porque a paixão, essa, nunca existiu e portanto nunca será o motivo do casório. Este tipo de casamento é comum entre os fracos.
Ter e manter um casamento por amor dá trabalho, exige dedicação plena e paciência máxima, já por isso é que o amor é para os fortes.

sexta-feira, agosto 27, 2010

O agora


Há quem viva um bocadinho com a cabeça no Futuro, quem pense sempre que o melhor está para vir e viva ansioso pela chegada desse mesmo Futuro.
O resultado? Não se vive o “agora”, o Presente que nunca mais voltará a trás para que possa ser aproveitado como um dia deveria ter sido.
É por isso que não se deve deixar para amanhã o que se pode fazer hoje, a nossa vida é agora, o futuro chegará e será, um dia, o nosso “agora”, sendo aí a altura certa para o viver.
Nada deve ser um dado adquirido, ninguém deve ser visto como garantido, nada deve ficar subentendido. Os pais ou avós "que vão estar lá sempre e por isso amanhã passo mais tempo com eles" podem não estar lá amanhã, o namorado ou namorada "que sabe que gosto dele ou dela e por isso digo-lhe amanhã o quanto é importante para mim" pode precisar de ouvir aquela palavra hoje.
O "mas é uma seca estar com os pais ou avós, já chega nos dias festivos", ou o "mas eu nunca fui de estar sempre a demonstrar que gosto do meu namorado ou da minha namorada" não pega.
O que conta é a intenção, pegar no carro e parar em casa dos avós só para lhes dar um beijinho significa muito mais para eles do que possamos imaginar, convidar a mãe para lanchar quando temos algum tempo livre, ir à pesca com o pai só porque ele gosta, fazer uma surpresa ao nosso mais que tudo... a imaginação não tem limites.
Mas se tiver, não há problema, qualquer coisa é sempre melhor que nada e, como já disse, o que conta, o que conta mesmo, é a intenção.

quinta-feira, agosto 26, 2010

Juntos antes do casamento?


De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Denver, a coabitação antes do casamento pode comprometer a relação, levando mesmo a um aumento da probabilidade de divórcio.
Cerca de 43% dos casais que viviam juntos antes de casar relatam uma diminuição da satisfação com a relação após o casamento, em comparação com aqueles que esperaram ficar noivos, ou mesmo casar, antes de irem viver juntos.
Galena Rhodes, investigadora, afirma que os casais que decidem juntar-se sem um compromisso claro de casamento e que passado cerca de dois ou mais anos acabam por deslizar para o casamento, fazem-no, em parte, porque já coabitam e não por vontade expressa, não com entusiasmo.
Por isso, segundo este artigo publicado no Jornal de Psicologia Familiar, se pensa casar não viva junto antes. Pelo menos não durante muito tempo...

domingo, agosto 15, 2010

segunda-feira, agosto 09, 2010

Aquelas coisas que só acontecem a mim - parte VII


Tenho a irritante mania de estar constantemente a levantar dinheiro às pinguinhas, levanto o suficiente para o que quero, acabo com ele depressa e depois lá vou de novo à caixa multibanco levantar mais um bocadinho e ando sempre neste ciclo vicioso. Tento mudar mas não adianta, acabo sempre por cair no mesmo vício, é mania, pronto, não há nada a fazer.
Ora, acabados de entrar na estrada para começar uma longa viagem do Algarve para cá para cima, resolvemos parar para encher o depósito e comer qualquer coisa. Dirijo-me à minha amiga, caixa multibanco, para levantar dinheiro e... "NÃO TENHO O MEU CARTÃO!!! PERDI O CARTÃO, T.!!!"
Na carteira apenas 5 euros em moedas, EM MOEDAS, nem uma única nota para contar história. O T., homem de dinheiro vivo, também já pouco tinha consigo. Toca de ligar à minha maezinha para cancelar o cartão de imediato e o T. toca de ligar à mãe para lhe fazer transferência mas esta não ia cair de imediato na conta, não adiantava. Ouvi o meu pai, do outro lado do telefone, dizer: "Melhor não cancelar já que eu desconfio que isso ainda vai aparecer."
Não tinhamos gasóleo, não tinhamos comida, não tinhamos água, não tinhamos nada.
Só tinhamos uma solução: voltar para trás, se o gasóleo ainda desse, e pedir dinheiro emprestado ao pessoal que ficou. Que má onda.
Lá entramos no carro, aborrecidos, mas o T. sempre calmo: "Estava a correr bem demais, não era? ;) Deixa lá, são coisas que acontecem, não te enerves!". No sentido do Algarve fila parada para ajudar à festa. Resolvo, então, por a mão num bolsinho da mala... e lá estava o meu cartão, tranquilo lá, direitinho, sossegadinho :D!
Não tenho emenda.

quarta-feira, julho 21, 2010

Atenção


Prestar atenção.
Sofria dum mal nas aulas, um mal talvez comum, que me aborrecia a mim mesma: não conseguia estar atenta ao que os professores diziam, bastavam-me cinco minutos sentada para começar a divagar, a desenhar os meus sonhos no papel e sair da sala sem conseguir dizer uma única palavra sobre a matéria. Conclusão: na faculdade, onde não é obrigatório ir às teóricas, cheguei a conhecer os professores no dia do exame.
Mas não era sobre esta atenção que queria falar, queria falar sobre a atenção que qualquer mulher gosta. Li há pouco tempo que os homens acabam uma relação quando sentem interesse por parte de outra mulher e as mulheres acabam quando deixam de sentir atenção da parte do homem. Será assim?
A verdade é que não conheço nenhuma mulher que não goste de receber mimos, pequenas acções que demonstrem que se está a pensar nela, sejam elas um bilhete deixado na carteira, um piquenique surpresa, um beijo apaixonado no meio duma conversa ou até uma simples msg.
Sempre disse aos meus amigos que se queixavam das namoradas "não te aborreças pela tua namorada se preocupar contigo, aborrece-te é quando ela já nem se preocupar."
Porque uma mulher se se desliga, ou se já não se importa se tem ou não atenção, é porque já não ama. Quem ama, cuida.

terça-feira, julho 20, 2010

Feitios


Já não escrevo há tempo demais, mais por preguiça do que por falta de tempo, confesso. Afinal, quando se quer consegue-se sempre uns minutinhos mas eu tenho gasto os meus fora do trabalho, sempre que possível na praia ;).
Num desses dias de praia dei comigo a pensar em quando era mais nova e me zangava (coisa rara). Conseguia magoar as pessoas com as palavras "certas", escolhidas a dedo, as que eu sabia que iam causar grandes danos, as da boca para fora que entravam no alvo e faziam os seus estragos. Lembro-me de o fazer à minha amiga I. por me estar a chamar a atenção de qualquer coisa com razão e eu, armada em fina, achei que ela estava a mandar em mim e toca de responder torto. Passados uns minutos já estava tudo bem, comigo: porque tudo me passa depressa e com ela: porque felizmente me conhece e sabia que não eram palavras sentidas, que sou maluca q.b. e que mal me arrependia estava de roda dela a dizer piadas como se de um género de pedido de desculpas se tratasse.
Hoje em dia não sou assim, nem podia. Comecei a ter tento na língua, quando me aborreço, aborreço e digo logo porquê (que isso de guardar cá dentro não é comigo), às vezes não da melhor forma mas já não vou buscar as palavras mais cruéis... sei que causam danos e que não se justificam, principalmente quando ditas a pessoas de quem gostamos e gostam de nós.
Cresci e quando olho para trás vejo que quando me enervava era uma peste autêntica, não sei como elas (sempre nos zangamos mais com as nossas amigas do que com os amigos) me aturaram. Mas, a verdade, é que às vezes é preciso fazer asneiras na vida para descobrir quem são aqueles que ficam ao nosso lado.
Tenho umas amig(ON)as como já não há, que mesmo longe e com as vidas ocupadas ligam sempre, há sempre um tempinho para quem teima em não sair do coração ;) - B., eu estava no Meco mas agora já estou cá, vamos lá cafezar.

quinta-feira, junho 10, 2010

Smart words of the day


"I'm selfish, impatient and a little insecure. I make mistakes, I am out of control and, at times, hard to handle. But if you can't handle me at my worst, then you sure as hell don't deserve me at my best."

Marilyn Monroe

segunda-feira, junho 07, 2010

O amor acontece


No início, quando o amor acontece, tudo é um mar de rosas. O difícil vem sempre depois. A grande prova vem a seguir, após o periodo de encantamento, conseguir continuar a construir esse amor que aconteceu.
E é aqui que mais falhamos. Porque aí temos que investir e nós já temos tanto em que pensar que queremos é a "papinha toda feita", queremos apenas o melhor "para mim" e o melhor, no aspecto emocional, é o que der menos trabalho. Quem só pensa no melhor para si dificilmente saberá construir um grande amor. No amor não se pode ser egoísta, no amor pensa-se a dois e tem que se abrir, muitas vezes, mão do que queremos "para mim" para pensar no que queremos "para nós".
Viver um grande amor parece fácil, no entanto, por trás dum grande amor, há sempre muita dedicação.
E não valerá a pena? :')

sexta-feira, junho 04, 2010

Hoje na farmácia...


...pus tudo a ouvir Cut Copy! Maravilha:

quarta-feira, maio 26, 2010

terça-feira, maio 25, 2010

E depois fazemos as pazes :)


...porque nos lembramos do que, por momentos, nos tinhamos esquecido:

sexta-feira, maio 21, 2010

"Ostia"


É uma merda. Construímos memórias, idealizamos futuros e depois, por um mal-entendido, mandamos tudo para o espaço. Mesmo gostando, mesmo adorando. Como diz o meu pai: "É tão fácil zangarmo-nos... ter calma é muito mais difícil mas compensa de muito mais formas."
São lições de vida que ficam, para os dois, porque sempre fomos muito parecidos.

sexta-feira, maio 07, 2010

O amor faz bem (diz ele:)


Em criança fartei-me de ouvir velhos sábios a enumerar as coisas que supostamente me fariam bem durante a vida. Assim aprendi que a beterraba faz bem ao sangue, que a cenoura faz aos olhos, que o exercício faz bem ao corpo, que as palavras cruzadas fazem bem ao cérebro, que poupar faz bem à conta bancária e que o mercúrio faz bem às feridas. Nunca ninguém me disse que o amor faz bem.
Cresci e percebi a custo que esses velhos sábios falharam. Esqueceram-se do mais importante.

quarta-feira, abril 28, 2010

Ninguém está contente com o que tem


Nunca ninguém está contente com aquilo que tem. Seja a nível pessoal, seja a nível material, há sempre qualquer coisa que falta ou que está a mais. Ou, simplesmente, não é o melhor do mundo e para nós: só o melhor do mundo.
No ginásio deparo-me com raparigas magríssimas que não param de correr incansavelmente na passadeira porque, segundo elas, existe um pneuzito ali ou acolá.
No cabeleireiro vejo mulheres de cabelo liso a ondulá-lo e mulheres de cabelo aos caracóis a alisá-lo, vejo loiras a quererem ser morenas e morenas a quererem ser loiras.
Na farmácia vejo novos a quererem ser reformados por causa de descontos (verídico!) e reformados a quererem ser jovens. Ouço casados a dizerem mal das mulheres e divorciados com saudades delas.
Na televisão estrelas de Hollywood descontentes com a fama, afinal, ela não trouxe o que esperavam - Jim Carrey: "I wish everyone could get rich and famous and everything they ever dreamed of so they can see that's not the answer".
No café amigos a cobiçarem as namoradas de outros e amigas os namorados de outras.
Ninguém está contente com aquilo que tem.
Nunca vemos o lado bom, parece ser mais fácil para o ser humano apanhar as "falhas" do outro, olhar para o lado e ver que o fruto do vizinho é sempre melhor que o nosso. Mas não é. Parece. E é isso que destrói tudo. O tempo destrói tudo. O tempo parece que leva a paciência, leva a emoção dos primeiros momentos, leva o entusiasmo da descoberta e deixa a rotina, deixa a monotonia, deixa a intolerância, a intransigência, a velhice, leva a magia. Mas não leva. Parece. E é isso que tem que ser aprendido o quanto antes: a ser feliz com o que se tem porque quem sabe... não é mesmo o melhor do mundo?



Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão

Vou continuar a procurar
A quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só:
Quero quem quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar

Vou continuar a procurar
A minha forma, o meu lugar
Porque até aqui eu só:
Estou bem aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou...

terça-feira, abril 27, 2010

True words of the day


"I love you. You annoy me more than I ever thought possible. But I want to spend every irritating minute with you." :')

SCRUBS

Banda sonora dos últimos dias ;)


terça-feira, março 30, 2010

O respeito


Se a saúde é o mais importante na vida, o respeito vem sem dúvida em segundo. O respeito pelos mais velhos, o respeito por quem gostamos, o respeito por nós mesmos. É este respeito por nós mesmos que nos leva a não tolerar faltas de respeito. Quando digo faltas de respeito não me refiro a discussões ou brigas exaltadas onde se diz tudo sem pensar e depois se pensa no que se disse, não. Refiro-me aquelas situações em que não temos dúvidas, sabemos logo, sentimos a facada.
Uns calam, outros consentem, outros rispostam, outros ignoram. O meu corpo vem com um sistema automático anti-desrespeito: se houver alguma pessoa que por (ou sem) algum motivo me falte ao respeito, eu começo a desligar-me dela inconscientemente. O respeito por ela perco-o naquele segundo. Não há faltas de respeito toleráveis. Acho que todos têm direito a uma segunda oportunidade mas não acredito que quem falte ao respeito uma vez, não o faça de novo. O respeito constrói-se, é certo, mas há quem não tenha respeito por nada nem ninguém e, bom, aí não há nada que os valha.
Lembro-me dum (felizmente) ex-namorado duma amiga que a tratava abaixo de cão, que a chamava de tudo e mais alguma coisa, que numa discussão sentia-se no direito de a espezinhar e, por muito que não fizesse sentido, ele era sempre o dono, advogado e juiz da razão. Nunca lhe bateu mas acho que tudo o que lhe disse a magoou mais que um sôco no estômago. Nunca lhe pediu desculpa porque, como referi, era o dono da razão.
Mesmo assim a relação ainda durou alguns anos. É estranho. Não consigo perceber como se continua com um homem ao nosso lado que nos desrespeita. O que fará miúdas tão novas acomodarem-se a uma situação do género? E o respeito, onde fica?
É que, pessoalmente, falta de respeito se não for a coisa que mais desprezo na vida, vem sem dúvida em segundo.

segunda-feira, março 29, 2010

A rotina


Odeio rotina. Odeio horários. Odeio. Se o segundo é um mal necessário, a primeira penso que não.
No trabalho, o horário obviamente tem sido sempre o mesmo e se a rotina começa aqui, também acaba aqui. Estar numa farmácia ao balcão é uma aventura constante, há sempre uma dúvida digna de meter mãos à pesquisa, temos sempre que estar atentos a interacções medicamentosas, temos que prestar aconselhamento, e os utentes confiam sempre mais em nós do que num médico (nada contra médicos, atenção), é uma responsabilidade. Acabam de vir duma consulta e, de qualquer modo, confirmam a medicação connosco, se achamos bem, se há algo melhor, se podem tomar tendo isto ou aquilo, se há algo semelhante mais barato e, por vezes, o que vem prescrito não é o mais adequado ao perfil do utente.
Numa farmácia não há rotina.
A rotina é algo que me faz muita confusão. Seja no que for, no trabalho, em casa ou numa relação. E, por isso, tento sempre afastá-la com todas as minhas forças, fugir dela como o diabo da cruz.
A rotina é aquela que vem de mansinho, se instala sem pedir licença e, depois de instalada, raramente vai embora. Porque para desaparecer, apesar de bastar apostar nas pequenas coisas, é preciso um certo esforço, disposição e, acima de tudo, vontade.
Só que muitas vezes o comodismo é soberano, casa com a rotina e juntos formam um casal quase invencível. Quase.

segunda-feira, março 22, 2010

E quando menos esperas


...ves-te envolvida num momento perfeito, melhor que qualquer cena de filme meticulosamente ensaiada, repleto de emoção, paixão e felicidade, surpreendente. Um daqueles momentos impossíveis de esquecer.

 
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